O Hospital Dom Orione é referência no Norte do Brasil em cirurgias cardiovasculares. Dentre os procedimentos realizados, um dos mais complexos é a revascularização do miocárdio, também conhecida como ponte de safena e ponte de mamária. Geralmente, para essa cirurgia, é necessário abrir o tórax do paciente. Porém, no dia 18 de janeiro, a equipe do hospital realizou o procedimento com apenas uma pequena incisão, de forma minimamente invasiva.
A cirurgia foi realizada pelo Dr. Milton Santoro e pelo Dr. Lucas Pena, em um usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), de 70 anos de idade. O coordenador do setor de Cardiologia do Hospital Dom Orione, Dr. Henrique Furtado, explica que o paciente apresentava doenças em várias artérias coronárias e já havia sido submetido a angioplastia. Porém, com a evolução da doença, ele ficou com 90% de obstrução na principal artéria do coração, que é a artéria descendente anterior.
Para tratar esse tipo de lesão, é necessária a realização da cirurgia de revascularização do miocárdio, na qual se faz uma ponte sobre a artéria obstruída, melhorando o fluxo sanguíneo e de oxigênio ao coração. No método convencional, seria preciso abrir o tórax do paciente e colocá-lo em circulação extracorpórea – dispositivo artificial pelo qual a circulação de sangue é total ou parcialmente transportada para fora do organismo.
No entanto, neste caso específico, seria inviável. “Isso seria muito grave, porque o paciente também estava com bloqueio atrioventricular, com o coração batendo muito lentamente”, esclarece Dr. Henrique. “O paciente recebeu então uma ponte de mamária para descendente anterior, por uma incisão minimamente invasiva, com o coração batendo, sem circulação extracorpórea, e um implante de marca-passo para tratar o bloqueio atrioventricular”.
O médico explica que esse procedimento é realizado somente em grandes centros. “Não houve abertura do esterno do paciente e foi feita uma incisão muito pequena, submamária. Através dessa incisão, afastando o pulmão, foi feita a dissecção da artéria torácica interna esquerda, que a gente chama de artéria mamária, para fazer a anastomose (ligação) dessa artéria na artéria do coração que estava entupida”, completou.
Dr. Arnaldo Alves Nunes, diretor técnico do Hospital Dom Orione, enfatiza que a realização de cirurgia cardíaca minimamente invasiva aumenta a segurança do paciente, que se recupera mais rápido e tem uma menor incidência de dor no pós-operatório. “Buscamos na tecnologia, aliada a uma equipe multiprofissional altamente capacitada, oferecer serviços de saúde cada vez mais seguros e eficazes”, destacou.
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