O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, expediu nesta terça-feira, 6, recomendação à Secretaria Municipal de Educação de Palmas para que adote medidas urgentes voltadas à efetivação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública municipal.
A recomendação foi motivada por diversas denúncias recebidas pela Promotoria de Justiça, que apontam a ausência de profissionais de apoio pedagógico e de cuidados essenciais nas escolas municipais, o que tem dificultado ou mesmo impedido o acesso pleno de estudantes com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou altas habilidades à educação básica.
Apoio pedagógico e cuidados pessoais
Entre as providências indicadas, o MPTO orienta que o Município assegure a imediata alocação de profissionais de apoio pedagógico e de cuidados pessoais — responsáveis por auxiliar os estudantes em necessidades como alimentação, higiene e locomoção — conforme avaliação individualizada. A medida visa garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem em igualdade de condições.
Assinatura de termo de renúncia
A recomendação também exige a suspensão imediata da prática de solicitar aos pais ou responsáveis legais que assinem termos de “renúncia” ao direito de seus filhos serem assistidos por profissional de apoio escolar. A prática tem sido observada em situações em que os estudantes já recebem acompanhamento particular — muitas vezes custeado por meio de planos de saúde privados — o que, segundo o MPTO, não exime o poder público de assegurar o suporte educacional obrigatório.
Para o Ministério Público, tal conduta representa transferência indevida de responsabilidade estatal e viola os princípios da dignidade da pessoa humana, da não discriminação e da obrigatoriedade do poder público em garantir a educação inclusiva.
Público-alvo e informações solicitadas
O AEE é voltado a estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia, superdotação e outras condições que demandam suporte educacional especializado.
A Promotoria de Justiça requisita ainda uma série de informações detalhadas à Secretaria Municipal de Educação, como: número de estudantes com deficiência matriculados; estrutura de funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais; existência e aplicação de normas sobre o Plano Educacional Individualizado (PEI); transporte escolar acessível; composição de turmas; e articulação com os serviços de saúde e assistência social.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Jacqueline Orofino da Silva Zago de Oliveira, titular da 10ª Promotoria de Justiça da Capital. O documento adverte que, caso não sejam adotadas as providências recomendadas, o MPTO poderá tomar medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de ações civis públicas por omissão estatal e violação de direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
Curso Governo do Tocantins abre seleção com 400 vagas para Curso de Formação de Guarda-Vidas Civis
Educação Em Augustinópolis, governador Wanderlei Barbosa autoriza construção de câmpus da Unitins com investimento de R$ 25 milhões
Enem 2026 Enem 2026: período para pedir isenção da taxa começa hoje
Educação Palmas se destaca em seleção nacional de experiências voltadas à Educação em Tempo Integral
Corrida 5ª corrida Unitins prevê a reciclagem de mais de 22 mil embalagens plásticas
Cartão do Estudante Prefeitura recebe inscrições para as 600 vagas do Cartão do Estudante 2026 até sábado, 28 Mín. 20° Máx. 33°
Mín. 21° Máx. 33°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 34°
Tempo nublado
Política Prefeitura de Palmas atende pedido do vereador Marilon Barbosa e inicia recapeamento asfáltico de Taquaruçu
Eventos Documentário “SOS UNITINS” será lançado em Palmas com resgate de mobilização histórica no Tocantins
Plantão Policial Em Miracema, Polícia Civil prende homem por tentativa de feminicídio
Curta Tocantins Eleitores têm 30 dias para tirar título e regularizar cadastro para votar nas Eleições 2026