A última reforma política começa a dar resultado no Brasil. Vimos na última semana numa decisão do Supremo Tribunal Federal, pelo menos sete deputados federais na iminência de perder seus mandatos em virtude do entendimento das divisões de cálculos para distribuição de vagas na Câmara Federal. E agora para 2026 vem aí as Federações de Partido que pode colocar adversários políticos no mesmo grupo. Já pensou?
Federação PP e União Brasil
O G1 noticiou nesta terça-feira, 18, um acordo adiantado para formação de uma “superfederação” formada pelo PP e o União Brasil. Se efetivada vamos ter Gaguim, Dorinha e Vicentinho Júnior no mesmo palanque. E cada um deles busca alçar voos mais altos. Como ficaria alianças com o Republicanos e o PL por exemplo? União Brasil tá na base do governo estadual e PP fora.
Em Araguaína, podemos ver os Botelhos e o grupo do prefeito Wagner Rodrigues juntos. E vale lembrar que neste grupo do Wagner tem os Dimas.
MDB e PSDB
Embora tenha esfriado o processo de fusão do MDB e PSDB, os “caciques” continuam conversando, e pode sim, encontrarem na Federação uma saída para estarem juntos. Se consolidada é outra que vai enfrentar resistências no Tocantins.
Alexandre Guimarães presidente regional do MDB deseja disputar a vaga de senador e negocia com o grupo do governador Wanderlei Barbosa. Do outro lado o PSDB de Cinthia Ribeiro é hoje adversário do palácio. Teremos mais um acerto a ser feito.
PSB, PDT e Cidadania
Essa é outra conversa adiantada em Brasília para formação de uma Federação. Seria no Tocantins aquela que estaria mais tranquila, uma vez que as direções dos três partidos estão mais alinhadas.
PT, PC do B e PV
Ainda existe a possibilidade desta Federação manter a unidade. Se isso vier a acontecer restaria a este grupo que hoje também é aliado do governo estadual, tomar uma decisão por onde seguir em 2026, pensando na eleição da Assembleia e na Câmara Federal.
Porque as Federações?
Os partidos estão de olho no Fundo Partidário que é distribuído conforme o número de cadeiras na Câmara. Sabem que, quanto maior a bancada maior é a fatia do fundo, isso aumenta as chances de eleger deputados.
O outro lado da moeda
Partidos pequenos que não formarão Federações podem ter uma vantagem na formação de nominatas. Quem busca entrar na Assembleia por exemplo vai rejeitar ir para uma Federação que já tem deputados de mandato em vantagem na disputa. E como a lista de pretensos candidatos é grande os ‘nanicos” pode ser o abrigo certo. Em Palmas, na eleição de 2024, esse modelo já deu resultados.
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