A partir de uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), a Justiça determinou o pagamento de multa por danos morais coletivos a uma rede atacadista e a uma instituição bancária que atuavam em conjunto ao imporem aos consumidores de Araguaína a condição de contratação do cartão de crédito do próprio estabelecimento para a aquisição de produtos na modalidade crédito.
Com a decisão, tanto o atacadista quanto o banco foram condenados ao pagamento de R$ 100 mil, totalizando R$ 200 mil a serem revertidos em favor do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, que é voltado à promoção de políticas públicas consumeristas.
A ação foi ajuizada pelo Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) da DPE-TO em Araguaína em 2021 e atualmente estava sendo acompanhada pela Classe Especial da Instituição pelo defensor público Neuton Jardim dos Santos.
Segundo o Defensor Público, embora o atacadista tenha regularizado a situação ainda em 2021, antes desta data a venda casada era imposta, sendo, assim, algo considerado ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), disposto na Lei 8.078/90 e expressamente vedado pela Decreto Federal 2181/97, que dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).
Neste contexto, explicou Neuton Jardim, ficou a prática abusiva caracterizada como venda casada por alguns anos, sendo ela, consequentemente, passível de reparação por dano moral coletivo, que se caracteriza por lesão grave, injusta e intolerável.
"Nosso objetivo foi demonstrar a nossa ideação preventiva, visando que a conduta não venha a se repetir de alguma outra forma, estabelecendo, assim, uma condenação pedagógica em favor da coletividade, dos consumidores do Tocantins, o que angariou decisão favorável unânime no Tribunal em relação à reforma de parte da sentença anterior, condenando os envolvidos”, pontuou o Defensor Público.
Autor da Ação inicial, coordenador do Nuamac Araguaína na época, o defensor público Pablo Mendonça Chaer também destacou o caráter educativo da decisão.
“Com o acórdão temos um efeito pedagógico super positivo para esse tipo de conduta abusiva destes mercados! Precedente interessante também para pontuar que a atuação da Defensoria Pública é muito mais ampla do que simplesmente atuar para quem não tem condições de contratar advogados, atualmente a nossa instituição tem papel um papel considerável na efetivação dos direitos difusos na sociedade”, celebrou.
Conselheira em Ação Naides Silva representa o Tocantins na 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em Brasília
Reposicionamento? Após ser excluído da base governista, o vereador Diego da APAA passa a ter margem para um novo reposicionamento político em Araguaína.
Araguaína na Bolsa Araguaína se prepara para um dia histórico.
Politica Uma imagem que fala mais que mil palavras
Mudanças de Lado? A INAUGURAÇÃO QUE FALOU MAIS DO QUE O DISCURSO
Contestando Conselho Fiscal do IMPAR de Araguaína contesta narrativa do prefeito sobre risco de colapso da previdência Mín. 17° Máx. 32°
Mín. 22° Máx. 32°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 33°
Tempo nublado
Eventos Diocese de Miracema recebe evento nacional de juventude católica
Curta Tocantins Arquidiocese de Palmas sedia 2ª Experiência Vocacional Missionária Nacional de Seminaristas
Política Alexandre Guimarães encerra e inicia semana com mídia, entregas e presença: por que isso incomoda?
Plantão Policial Em Paranã, Polícia Civil prende homem apontado como autor de homicídio qualificado