Para garantir a regularização da gestão de resíduos sólidos e do saneamento básico em Aliança do Tocantins, no sul do estado, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) assinou, no último dia 8, um termo de ajustamento de conduta (TAC) e um acordo de não persecução penal (ANPP) com a prefeitura da cidade.
O TAC assinado abrange objetos de dois procedimentos distintos. O primeiro, acompanhado pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) na área de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), trata da destinação correta do lixo. O segundo, que tramita na 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi, foca na implementação e revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
Em relação às obrigações assumidas, a prefeitura deve dar destinação final adequada aos resíduos de saúde e gerenciar a coleta de lixo residencial em até 30 dias. No prazo de 60 dias, o município precisa apresentar o Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) do antigo lixão ao Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins) e adotar medidas administrativas para identificar responsáveis pelo descarte irregular de lixo e resíduos de saúde.
Já em 90 dias, devem ser iniciados estudos para alternativas econômicas e sustentáveis do sistema de resíduos e viabilidade de mecanismos de cobrança pelos serviços.
Pneus e óleos
O cronograma prevê ainda que, em 120 dias, seja feito o descomissionamento da área do lixão e a destinação correta de resíduos especiais, como pneus e óleos. Em 150 dias, a gestão municipal deve revisar e complementar os planos de saneamento e gestão de resíduos.
Por fim, no prazo de 180 dias, o município deve implementar uma área para entulhos de construção e o sistema de coleta seletiva e compostagem. O acordo prevê também o pagamento de R$ 200 mil a título de reparação ambiental da área do lixão, valor que será parcelado em cinco vezes.
Acordo na esfera criminal
Além das obrigações cíveis, o MPTO formalizou um acordo de não persecução penal (ANPP) no âmbito de um procedimento investigatório criminal. O ANPP é uma negociação feita entre o Ministério Público e o investigado que, ao confessar a prática de um crime sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos, assume condições para reparar o dano e evitar a abertura de um processo judicial.
No caso de Aliança do Tocantins, o recurso foi aplicado porque o lançamento irregular de resíduos em lixão é um crime ambiental que se enquadra nessas características, e o município confessou formalmente a conduta e já iniciou medidas corretivas.
A investigação teve início após uma fiscalização do Naturatins identificar o lançamento de resíduos em desacordo com as leis ambientais. Como a administração municipal já iniciou a destinação dos resíduos domésticos para um aterro sanitário em Porto Nacional e assumiu compromissos financeiros no TAC, o acordo criminal estabeleceu uma prestação pecuniária total de R$ 5 mil. O valor é dividido entre reparação de danos e prestação pecuniária, a serem depositados em conta judicial da Comarca de Gurupi.
Otimização dos trabalhos
A promotora de Justiça Maria Juliana Naves Dias do Carmo, que atua tanto na 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi quanto no Gaema-RSU, optou por unificar as demandas nos acordos para otimizar o cumprimento das metas ambientais. Segundo o documento, a medida busca uma solução definitiva para o passivo ambiental do município, que já possuía condenação judicial anterior por depositar lixo de forma irregular.
Em caso de descumprimento das cláusulas do TAC, o município poderá arcar com multa de R$ 100 mil. Já o descumprimento do acordo criminal permite que o MPTO dê prosseguimento à persecução penal.
Mín. 21° Máx. 33°
Mín. 20° Máx. 33°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 33°
Tempo nublado
Política Prefeitura de Palmas atende pedido do vereador Marilon Barbosa e inicia recapeamento asfáltico de Taquaruçu
Eventos Documentário “SOS UNITINS” será lançado em Palmas com resgate de mobilização histórica no Tocantins
Plantão Policial Em Miracema, Polícia Civil prende homem por tentativa de feminicídio
Curta Tocantins Eleitores têm 30 dias para tirar título e regularizar cadastro para votar nas Eleições 2026