A nova atualização climática da Organização Meteorológica Mundial (OMM), WMO Global Annual to Decadal Climate Update (2025–2029), projeta que as temperaturas globais devem continuar em níveis recordes — ou próximas disso — nos próximos cinco anos, elevando os riscos climáticos e os impactos sobre sociedades, economias e o desenvolvimento sustentável. O documento, disponível em inglês, pode ser acessado por meio do link ao final da matéria.
O relatório aponta que a temperatura média global anual próxima à superfície, entre 2025 e 2029, deve ficar entre 1,2°C e 1,9°C acima da média do período pré-industrial (1850–1900). Há 80% de chance de que ao menos um desses anos supere o recorde atual (2024) como o mais quente já registrado, e 86% de chance de que pelo menos um ano ultrapasse os 1,5°C. A probabilidade de que a média do quinquênio ultrapasse esse limite é de 70% — um aumento expressivo em relação aos relatórios anteriores. Na Amazônia Legal, por exemplo, já se prevê condições anormalmente secas entre 2025 e 2029, o que pode agravar crises hídricas, a perda de biodiversidade e a insegurança alimentar em áreas vulneráveis.
Programa Jurisdicional de REDD+ Tocantins
Diante desse cenário, ações locais como o Programa Jurisdicional de REDD+ do Tocantins ganham relevância. A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), fortalece a política climática regional ao promover a conservação florestal, o uso sustentável dos recursos naturais e a inclusão de comunidades tradicionais no mercado de carbono, por meio de oficinas, escutas e mecanismos com salvaguardas socioambientais. A integração entre ciência climática global e políticas públicas locais reafirma o compromisso do Tocantins com a agenda climática e com o desenvolvimento sustentável.
Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lélis, a constatação científica sobre as alterações climáticas reforça a necessidade de intensificar as políticas de mitigação e adaptação. “No Tocantins, temos atuado de forma estratégica com o Programa Jurisdicional de REDD+, não apenas como uma ferramenta de valorização das nossas florestas e da biodiversidade, mas como uma política de Estado que envolve diálogo com comunidades, garantia de salvaguardas ambientais e inclusão social. Os dados apresentados pela OMM confirmam que não há mais tempo para hesitação — é hora de ação concreta, baseada em ciência e justiça ambiental”, reforçou.
Para acessar o relatório (em inglês), https://wmo.int/sites/default/
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