Você sabe quem procurar no caso de desaparecimento de um ente querido? Para garantir o acesso da população e de profissionais da área de segurança pública e da saúde a esta resposta, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) lançou nesta terça-feira, 25, cartilha com orientações sobre o desaparecimento de pessoas no estado.
No evento, a promotora de Justiça Isabele Figueiredo apresentou a publicação, construída por meio de uma articulação que envolveu várias instituições. “Conseguimos criar um fluxo ‘a várias mãos’, ouvindo cada instituição e órgão e com foco em trazer caminhos e informações em uma situação tão difícil e angustiante, que é o desaparecimento de uma pessoa”, destacou.
No evento também foi distribuído um cartaz com o fluxo de atendimento, um passo a passo a ser seguido junto aos órgãos públicos para que sejam tomadas as medidas necessárias em diferentes situações, como em casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, corpos não identificados, pacientes hospitalares não identificados, entre outros.
Representando o procurador-geral de Justiça, o promotor de Justiça e chefe de gabinete da PGJ, Abel Andrade, parabenizou o trabalho de cooperação entre as instituições. “Hoje damos um grande passo em relação ao desaparecimento de pessoas no Tocantins. Com certeza, todo esse esforço conjunto vai refletir em menos incertezas e em histórias mais felizes para quem está à procura de um ente querido desaparecido”, disse.
O Titular da Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter), Luciano Cruz, falou da importância de abordar essas diferentes situações. “No nosso dia a dia da delegacia, percebemos que as causas de desaparecimento são diversas: problemas na família, transtornos psiquiátricos, envolvimento com o crime, suicídio, entre outros. Por isso precisamos ter um olhar sensível pra essa situação e agir da maneira mais célere possível, e esse material é um primeiro passo importante nessa caminhada”, disse.
Segundo o delegado, a busca por pessoas desaparecidas ainda precisa avançar em termos de legislação, para atuar de forma mais rápida.
A cartilha foi construída no formato digital e está disponível no link https://bityli.com/I1cbvi e em um QR Code impresso nos cartazes, que devem ser fixados em delegacias, hospitais, centros comunitários e de assistência social em todo o Estado.
Números de desaparecidos
No Tocantins, dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO) revelam que 562 pessoas foram dadas como desaparecidas nos últimos dois anos e cerca de 100 corpos de pessoas não foram identificados, sendo, em sua maioria, enterrados nos cemitérios públicos como desconhecidos.
Segundo a promotora de Justiça Isabelle Figueiredo, embora o número de desaparecidos seja significativo, é importante salientar que a maioria dos casos são solucionados. No evento, segundo o delegado titular da Polinter, hoje há apenas de 7 a 10 casos ainda em aberto no Estado.
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