O secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva de Santana, participou, na segunda-feira, 20, em Brasília, do lançamento da nova modulação do programa Mais Médicos, que agora passou a ser chamado de Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa do Governo Federal, prevê a disponibilização de 15 mil vagas ainda em 2023, sendo cinco mil abertas por meio de edital, já neste mês de março e outras 10.000 no segundo semestre e serão oferecidas em um formato que prevê contrapartida dos municípios. O governo estima investir R$712 milhões de reais, neste ano, com a ação, que contará dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.
“Viemos a Brasília com o objetivo de conhecer a nova modulação do Mais Médicos, para que juntos com o Governo Federal e municípios possamos trabalhar em prol da população tocantinense. O governador Wanderlei Barbosa nos deu esta missão e estamos trabalhando arduamente, por uma saúde pública melhor”, afirmou Afonso Piva.
Na ocasião, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a importância do relançamento do projeto. "O Programa é essencial para o Sistema Único de Saúde e para a sociedade brasileira e isso é fruto de um trabalho coletivo entre vários ministérios".
Durante o lançamento, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva reforçou os benefícios que o Mais Saúde para o Brasil trará para os brasileiros, principalmente aos menos favorecidos. "Estamos recuperando o que tinha dado certo e não há investimento maior que salvar uma vida. Queremos que todos os médicos que se inscrevam sejam brasileiros, formados adequadamente. Se não tiver condições, a gente vai querer médicos brasileiros formados no estrangeiro, ou médicos estrangeiros que trabalham aqui. Se não tiver, vamos fazer chamamento para que médicos estrangeiros ocupem esta tarefa. O que importa para nós não é saber a nacionalidade do médico, é saber a nacionalidade do paciente”, afirmou o presidente.
O Mais Médicos
Criado em 2013, o Mais Médicos chegou a ser responsável por 100% da atenção primária em 1.039 municípios, contratou mais de 18 mil profissionais e beneficiou 63 milhões de brasileiros. No Tocantins, o programa chegou a contar com 152 profissionais.
Com a nova modulação, o Governo Federal prevê que até o fim do ano cerca de 28.000 profissionais estejam fixados em todo o país, principalmente em áreas de extrema pobreza. A participação mínima no programa é de quatro anos, com cláusula de renovação por mais quatro. Quem atuar no programa terá desconto de 50% no Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos). A seleção é feita por meio de edital e permite que os médicos façam especialização e mestrado em até quatro anos. Também recebem benefícios proporcionais ao valor da bolsa (de cerca de R$13.000 mensais) para fazerem residência em periferias e regiões isoladas. Para médicas, o governo também assegura o valor integral da bolsa no período de licença maternidade, de 6 meses, e também de 20 dias para a licença paternidade.
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