Entre os objetivos, estão a conscientização e alerta aos homens e mulheres do campo diante do novo cenário da pecuária no Estado, que a partir de 2023 não terá mais obrigatoriedade de realizar campanhas de vacinação contra febre aftosa. “Com a retirada da vacinação [contra febre aftosa], o produtor rural do Tocantins terá papel ainda mais relevante neste processo: ele será mais vigilante e terá uma responsabilidade ainda maior, que é de zelar pela sanidade do rebanho, o seu maior ativo financeiro depois da propriedade”, afirmou o presidente do Fundeagro, o agropecuarista Saddin Bucar.
Ele explica que, por meio de materiais de divulgação na mídia, nas redes sociais e no portal na internet, o Fundeagro vai abordar, entre outros temas, o aprofundamento sobre a doença, a atuação da defesa agropecuária, orientações, dicas e sugestões aos pecuaristas para que a vigilância seja eficaz.
O Fundeagro também percorrerá o Estado com palestras e prestará informações e esclarecimentos sobre o tema, em leilões e eventos agropecuários. “É um trabalho de conscientização. Somos parceiros dos produtores nesta iniciativa porque sabemos que ao obtermos o status de livre de febre aftosa sem vacinação os nossos produtos, que têm sua qualidade reconhecida, vão chegar a mercados ainda mais exigentes. Isso trará impactos positivos na economia, com mais venda para os produtores, geração de renda e emprego para o nosso Estado”, disse. “Por isso, tanto a defesa agropecuária, o Fundeagro, o Ministério da Agricultura e os produtores principalmente devem estar unidos para a manutenção desta conquista, que é de todos”, complementou Saddin Bucar, que também preside o Sindicato Rural de Miranorte, município da região central do Tocantins.
O papel do Fundeagro
A existência de um fundo indenizatório é condição primordial exigida pelo governo federal, por meio da portaria n° 116, de 20 de setembro de 2017, para que o Estado possa aderir ao Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
No Estado, o Fundeagro firmou convênio com a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), visando atender os produtores rurais, nos casos de emergências sanitárias.
Saddin Bucar explica que o aporte indenizatório será uma garantia aos produtores rurais que aderirem ao fundo, contra possíveis prejuízos causados por doenças no rebanho, a exemplo da febre aftosa, bem como aprimorar a qualidade nas ações e no atendimento.
Para estar coberto e se beneficiar com as ações do fundo, o produtor deve fazer a opção no momento da emissão da Guia de Trânsito Animal (e-GTA) para bovinos e bubalinos, no valor de R$ 0,50 por animal, juntamente com o Documento de Arrecadação da Receita Estadual (Dare). “É uma garantia aos produtores que contribuem para enfrentarmos juntos quaisquer adversidades que, por ventura, aconteçam”, finalizou.
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