O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) intensificará a fiscalização para verificar a existência e o adequado funcionamento dos Comitês de Gestão Colegiada nos municípios do estado. Esses órgãos têm a responsabilidade de coordenar, mobilizar, planejar, monitorar e avaliar as ações da rede intersetorial de cuidado e proteção social às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Apenas nove municípios, o que representa apenas 6% dos 139 municípios do Tocantins, criaram seus comitês, apesar da exigência legal estar em vigor desde 2017, de acordo com levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A Lei n.º 13.431/2017 estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, determinando que todos os municípios instituam seus Comitês de Gestão Colegiada.
O promotor de Justiça e coordenador do Caopije do MPTO, Sidney Fiore Júnior, avalia que a existência e o funcionamento correto dos comitês são fundamentais para garantir atendimento mais eficaz às vítimas. "É um órgão muito importante, que tem a responsabilidade de saber, após o cometimento de um crime contra uma criança, quem da rede de proteção vai fazer o primeiro atendimento na área da saúde, da assistência, da educação e quais outros encaminhamentos serão dados ao caso", detalha.
Além do número muito baixo de comitês criados, nos locais onde foram implementados, detectaram-se irregularidades, como a falta de seu real funcionamento, a ausência de profissionais capacitados e o atendimento às crianças e adolescentes sem seguir as exigências legais necessárias.
O promotor destaca ainda que o não cumprimento da lei que exige a criação dos comitês pode resultar em consequências para os responsáveis, como ações de improbidade administrativa ou de responsabilidade civil. "O Ministério Público tem que fazer com que a lei seja cumprida", afirma. Ele reforça que o foco do trabalho é prevenir a violência e garantir que as crianças recebam o atendimento adequado.
Apoio do Caopije
O Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância, Juventude e Educação (Caopije) do MPTO está auxiliando as Promotorias de Justiça com informações sobre procedimentos que ajudarão na fiscalização do atendimento oferecido às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
“O papel do Centro de Apoio é exatamente o de auxiliar e fomentar os promotores de Justiça na atuação em suas comarcas, perante as autoridades envolvidas, garantindo a implantação de política pública. Nós acreditamos que esse apoio é relevante para que os promotores possam ter mais facilidade para atuar na temática e mais agilidade na resolução”, adicionou.
Eleições 2026 Não votou no 1º turno? Prazo para justificar ausência vai até 3 de dezembro
Medidas adotadas Sefaz bloqueia ataque cibernético e adota medidas preventivas para proteger recursos públicos
Eleições 2026 Tocantins terá transporte intermunicipal gratuito no dia das Eleições 2026
Eleições 2026 Cerimônia pública para emissão da zerésima do Sistot acontece na tarde de véspera das eleições, 3 de outubro
Eleições 2026 Justiça Eleitoral do Tocantins reúne forças de segurança na reta final para o 1º turno das Eleições 2026
Suspensão Parque Estadual do Lajeado terá visitação suspensa em 4 de outubro Mín. 24° Máx. 41°
Mín. 26° Máx. 42°
Parcialmente nubladoMín. 29° Máx. 39°
Tempo nublado
Política Com votação histórica Eduardo Gomes é reeleito senador
Plantão Policial Ação do MPTO resulta em pena de 40 anos de prisão para homem que estuprou a enteada e agrediu o irmão dela
Curta Tocantins Escritores lançam segundo livro sobre saúde mental, fé e prevenção do suicídio, em Palmas
Eventos Matriz Nossa Senhora Aparecida anuncia festa da padroeira com celebração dos 30 anos de comunidade paroquial