Declarar apoio é uma coisa. Levar os apoiadores junto é outra. Pelo relato dos bastidores, Eli não levou seus grupos; Moisemar não arrastou sindicatos e amigos; e Coronel Márcio Barbosa viu integrantes de sua base permanecerem com Dorinha e reafirmarem apoio à candidata.
As mudanças de lado também abriram uma discussão sobre honra, compromisso e gratidão pelo apoio recebido no primeiro turno. Afinal, quem fala em lealdade precisa explicar suas próprias escolhas.
O que motivou essas adesões a Vicentinho? Afinidade com o projeto, algum entendimento político ou apenas dor de cotovelo? A pergunta fica; eventuais acordos precisam ser demonstrados.
Uma coisa essas movimentações deixam clara: liderança não é dona dos votos de ninguém. Antes de anunciar que levou todo mundo, era preciso combinar com os russos.