O desempenho eleitoral de Thiago Borges, filho de Eli Borges, enfraquece a ideia de que o deputado consegue levar seus eleitores para qualquer candidatura. Em 2022, Thiago disputou uma vaga de deputado estadual pelo PL e recebeu 5.801 votos, sem ser eleito. Em 2026, pelo Republicanos, ficou novamente fora da Assembleia, com 5.698 votos — 103 a menos.
Duas disputas, dois partidos e nenhuma eleição para deputado estadual. O apoio do pai não foi suficiente para eleger o próprio filho. Esse resultado reforça o questionamento sobre o peso real da adesão de Eli a Vicentinho: sua votação pessoal não pode ser contabilizada como votos automaticamente transferidos ao novo aliado.
Eli mudou de palanque, mas não levou todo mundo junto. Segundo informações repassadas à reportagem, lideranças da Igreja de Cristo, Deus é Amor, Missão, CIADSETA e Assembleia de Deus Madureira permanecem com Professora Dorinha.
A permanência desses apoios enfraquece a tentativa de apresentar a adesão de Eli como uma transferência de toda a base evangélica para Vicentinho. O deputado fez sua escolha; essas lideranças mantiveram a delas. Apoio pessoal não é cheque em branco sobre o voto dos fiéis.