O ato marcou a união entre Vicentinho Júnior, Alexandre Guimarães e o próprio Amélio, fortalecendo uma articulação que já vinha sendo desenhada nos bastidores.
O evento contou com a presença de diversos prefeitos, vereadores e lideranças políticas, além da filiação de parlamentares como Olyntho Neto, Valdemar Júnior, Dr. Danilo Alencar, Toinho Andrade, Jorge Frederico, além de nomes como Raul Cayres e Osíres Damaso.
Durante seu discurso, Amélio deixou claro o motivo do rompimento com o grupo governista e indicou insatisfação com a falta de definição sobre sua pré-candidatura ao governo:
“Fiquei seis meses esperando uma definição para ser governador. E, além de não ser, ainda teria que enfrentar um amigo que já se colocava como pré-candidato ao Senado. Quem me conhece sabe que a gente não faz isso. Sabe da minha palavra.”
A fala foi interpretada como uma referência direta ao deputado Alexandre Guimarães, que também era cotado para o Senado.
Amélio também criticou a condução política do antigo grupo:
“Entenderam que os excluídos não teriam valor nenhum no projeto deles. Esqueceram de combinar com o povo, com os cidadãos simples.”
Ao justificar a nova aliança, Amélio destacou a construção de um projeto alternativo ao atual grupo no poder, ao lado de Vicentinho Júnior, apontado como pré-candidato ao governo, e de lideranças do MDB.
“Estamos construindo um projeto com humildade. Queremos a oportunidade de chegar ao segundo turno. Política não se faz com arrogância, mas ouvindo as pessoas.”
Nos bastidores, a leitura já é clara: Amélio deve assumir a posição de pré-candidato a vice-governador na chapa.
Em uma das falas mais incisivas da noite, Alexandre Guimarães detalhou o processo de articulação que levou à formação do grupo e indicou que o caminho até a união não foi simples.
Sem citar nomes, fez referência a disputas internas em grupos adversários e à indefinição sobre vagas ao Senado — interpretação que, nos bastidores, foi direcionada ao deputado Carlos Gaguim, aliado da senadora Dorinha Seabra.
Guimarães também revelou que, inicialmente, defendia Amélio como candidato ao governo, mas que a entrada de Vicentinho Júnior na disputa mudou o cenário e exigiu novas composições.
Segundo ele, a aliança foi construída com base em confiança e manutenção de compromissos políticos, mesmo diante de dificuldades.
O deputado ainda alertou sobre possíveis retaliações a aliados que aderiram ao novo grupo, como perda de cargos, dificuldades em nomeações e entraves em áreas sensíveis como transporte escolar e saúde.
Mesmo assim, reforçou que o grupo se apresenta como uma alternativa política no Tocantins:
A articulação se sustenta na relação direta entre os participantes, sem depender de mediações institucionais.