Política e Estado Mudança Partidária
PSB muda no Tocantins: fim de um ciclo de fracassos
Primeira de muitas mudanças que podem acontecer.
21/01/2026 17h04
Por: Redação

Após anos de inoperância, instabilidade e completa ineficiência à frente do PSB no Tocantins, Amastha finalmente é retirado da presidência estadual da sigla. Uma decisão tardia, mas extremamente acertada, do atual presidente nacional, João Campos.

Durante a gestão de Carlos Siqueira na direção nacional, nunca ficou claro o que sustentava a permanência de Amastha no comando do partido no estado. Se eram promessas vazias, conversas de bastidores ou simples teimosia política, fica a dúvida. O que é certo é que os resultados sempre foram desastrosos.

Amastha renunciou à prefeitura da capital, disputou o governo em 2018 e perdeu. Tentou novamente e foi derrotado de forma ainda mais humilhante. Em 2020, não conseguiu eleger prefeito. Em 2022, o PSB mal conseguiu fazer um deputado estadual, e ele próprio se lançou ao Senado já sabendo que iria perder.

Agora, depois de uma sequência de erros grotescos, Amastha se apequena politicamente ao ocupar uma cadeira de vereador em Palmas. E, finalmente, a direção nacional corrige o rumo e encerra um dos ciclos mais improdutivos da história recente do partido no Tocantins.

Para comandar essa nova fase, assume a presidência estadual do PSB Roberto César, o “Cezinha”, ex-prefeito de Lavandeira e nome de absoluta confiança do senador Irajá Abreu. A mudança não é apenas administrativa: ela sinaliza, de forma clara, o reposicionamento do partido no tabuleiro político tocantinense.

Com Cezinha no comando, tudo indica que o PSB deverá integrar o grupo político de Irajá nas eleições de 2026.

O tabuleiro começa a se mexer. E, no Tocantins, quem cochila na articulação acaba acordando fora do jogo.