Se em agosto de 2025 o Foco Tocantins antecipou a força de uma possível junção entre Vicentinho Júnior e Alexandre Guimarães, o cenário de agora amplia essa equação com um nome que saiu ainda mais forte do turbilhão político dos últimos meses: Amélio Cayres.
O retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do Estado não apenas reorganizou o governo — ele também reconstruiu o capital político de Amélio. Nos bastidores, a leitura é praticamente unânime: Wanderlei não teria mantido o mandato sem a atuação firme, estratégica e silenciosa de Amélio Cayres. Isso o transformou, de aliado, em fiador político da sobrevivência do governo.
Esse fator muda tudo.
Se antes Amélio era apenas o nome da sucessão, agora ele se consolida como uma força própria, capaz de:
Enquanto isso, Eduardo Gomes optou por um caminho já fechado, ao consolidar sua chapa com Dorinha Seabra ao Governo e Carlos Gaguim ao Senado. Esse movimento criou um polo forte, porém rígido — pouco permeável aos grupos que ficaram de fora dessa composição.
É exatamente nesse espaço que surge o novo eixo político em formação no Tocantins:
Amélio Cayres + Vicentinho Júnior + Alexandre Guimarães.
Cada um traz uma peça que o outro não tem:
Não é uma soma simples. É uma multiplicação política.
Se esse trio caminhar junto, o Tocantins pode assistir à formação de uma terceira força real, capaz de disputar o poder fora do eixo Dorinha–Gomes–Gaguim, atraindo prefeitos, deputados e lideranças que não querem ser figurantes em um projeto já decidido de cima para baixo.
A grande ironia da política tocantinense é que o mesmo Amélio que foi descartado como plano A hoje pode ser o pivô do plano mais forte do jogo.
E mais uma vez, o Tocantins prova:
quem sobrevive ao furacão, volta mais forte para a próxima batalha. 🌪️