Tocantins Juventude
Jovem Trabalhador: A comunicação falhou e o Governo corre atrás do prejuízo
Governo anunciou novo formato para o programa
28/11/2025 13h50
Por: Redação Fonte: Da Redação
Foto: Divulgação
Desde a noite de quarta-feira, a informação sobre o fim do contrato da Renapsi/Demà circulava entre insiders, grupos políticos e veículos independentes. Para qualquer cidadão comum, quando se anuncia o fim de um contrato de um programa que emprega 1.600 jovens, a interpretação é automática: o programa acabou.
 
E o Governo do Tocantins deixou essa narrativa correr solta por quase 24 horas, sem nota oficial, sem esclarecimento, sem diretriz. Resultado:
➡ A má notícia se instalou.
➡ A repercussão negativa tomou conta da juventude.
➡ Famílias inteiras entraram em pânico.
 
Somente depois do desgaste consolidado é que o governador Laurez apareceu em vídeo anunciando um novo formato do programa, com aumento da bolsa de aproximadamente R$ 700 para R$ 1.200, e a promessa de ampliar de 1.600 para 3.500 jovens atendidos.
 
Ou seja: a notícia era boa. Mas chegou tarde.
E chegou com brechas.
 
O governador não explicou:
• se haverá nova empresa responsável;
• se o programa será municipalizado ou estatizado;
• se mudará de nome;
• qual será o modelo jurídico da nova contratação;
• e quando efetivamente os jovens retornarão às atividades.
 
O que fica claro, politicamente, é que o Governo tropeçou na comunicação.
Deixou o boato virar verdade emocional antes de apresentar a decisão oficial.
 
Uma gestão que pretende ampliar investimentos na juventude não pode permitir que a narrativa negativa se instale antes da positiva, especialmente em um tema socialmente sensível.
 
É o típico caso de:
“Deixar a crise nascer para só depois tentar apagá-la.”
 
E isso tem custo.
Custo político, custo de imagem e custo de confiança.
 
Se a mudança é para melhor — como o Governo afirma — faltou esperteza estratégica para anunciar, explicar e conduzir o processo com transparência desde o início. O Estado poderia ter mostrado eficiência e planejamento.
Optou, porém, por correr atrás do prejuízo.